Feeds:
Posts
Comentários

Pandora

A primeira mulher. Pandora foi criada, sob ordem de Júpiter, por Vulcano e Minerva, ajudados por todos os deuses. As divindades dotaram-na de beleza, graça, audácia, força, persuasão e habilidade manual. Mercúrio, entretanto, colocou-lhe no coração a falsidade. Chamaram-na Pandora, que significa “aquela que tem todos os dons”. Júpiter entregou-lhe uma caixa fechada e enviou-a à Terra para seduzir os mortais e levá-los à perdição. Dessa forma, pretendia punir a raça humana. Pandora tornou-se esposa de Epimeteu. Este, apesar de advertido por Prometeu (seu irmão) para não aceitar qualquer presente de Júpiter, recebeu a caixa de Pandora e abriu-a. Imediatamente todos os males espalharam-se sobre a humanidade. Assustado, Epimeteu procurou fechá-la. Entretanto, em seu fundo só restava a esperança.

Dicionário de Mitologia Greco-Romana

http://www.power-surge.com/postcards/pandora.jpg

Como todos pareceram gostar muito da história de Psiquê, aí vai mais um gostinho de mitologia greco-romana.

Do verbo ir: Vou.

É, acabou
Ponto final
Espaço
Passos
Olhar para trás.

É, rever
Revirar
Remexer
Reviver
Continuar a viver.

É, continuar
Reticências
Abraços
Outro amor
Esquecer.

É…Mas, quando?
Quando é o fim?
Quando é a dúvida?
Quando é o recomeço?

É, a hora certa
Interrogação
Ela existe?
Mesmo?
Onde?

walk away

walk away

De volta ao meu infinito particular. Só e só.

Desmoronando

E às vezes agente se encontra naquele humor estranho, introspectivo, quase que nostálgico. E em algumas dessas vezes eu fico pensando em todas as coisas que eu deixei de fazer; não porque não quis, mas porque tomei aquele outro caminho. Frost diria: “The Road Not Taken”. Pois é…Essa estradinha aí. Maldita! Atormenta os pensamentos, assombra relacionamentos, alimenta sonhos, pode até causar alívio…Mas é quando a gente fica em dúvida, quando não sabemos se foi o caminho certo, que o não feito vem contar vantagem como um torcedor do outro time quando o seu acaba de perder a partida…Aquela coisa de vangloriar, exibir, provocar.
Eu não te culpo. Devo ser aquela estrada que você tinha escolhido e depois de um longo caminho a porta simplesmente se fechou na sua cara, e te deixou lá: Mãos vazias e um longo caminho para refazer – se refazer. Mas não deixa de ser incrivelmente doloroso o aperto no meu coração, quando olho pra trás e percebo que pelo vão da porta passou uma carta, e eu sei – no fundo, no fundo – que ela vem como uma tentativa final de me deixar mal para que você fique um pouquinho melhor… Revange.
Você esteve no caminho o tempo todo indo pra frente e pra trás, sem conseguir sair daquela história, preso a um sentimento que não lhe permitia voltar, apagar um pedacinho do trajeto e mudar a rota. E então seu sentimento mudou de cor… Porque chega uma hora que eles escurecem mesmo – se é auto-proteção, auto-piedade, amor próprio, sei lá, mas uma hora agente põe um basta – e pra se livrar daquele veneno correndo em nossas veias, só mesmo um último golpe pra recuperar o orgulho, pra fingir que saiu por cima, reaver a auto-estima e reconstruir, finalmente. E, então você escreveu, letra por letra, tuda a nossa história. E eu li, li incrédula, tanto trabalho, tanto sofrimento… E era só agora que eu percebia, percebia tarde demais, porque o que estava escrito era apenas o resto, o rastro:

Era amor…
E eu nem vi,
E quando vi, já foi.
E porque foi, perdi.
E porque perdi, chorei.

E quando chorei… Já era tarde

demais.

Sabe, não é que agente desmorona fácil assim. Mas palavras de um amor sincero tem essa habilidade, sem antídotos.
E eu me lembro o porquê das lágrimas caindo desesperadamente, lembro letra por letra quando você disse aquilo que eu nunca quis escutar: você precisava de mim. E eu? Eu não estava lá…

“Eu só precisava de alguém pra chorar e me fazer feliz, você era as duas”.

Saudades de você.

Talvez um dia entenda

Que é sujo esse seu desejo carnal

Que é escuro e fétido,

Que mancha meus sentimentos verdadeiros.

Eles transgridem a volúpia.

Sim, essa que você sente por mim;

Que lhe ferve o sangue no baixo ventre

E dilata os teus sentidos

Como dilata os de um animal durante a caça;

Que lhe cega os meios e põe-lhe com pressa.

Os sentimentos me entregam,

E penso que,

Talvez sendo tua em corpo

Você acabe sendo meu em sentimento.

Bobagem!

As roupas caem, os corpos se unem…

Um frenesi, e fim.

Você não me ama, tampouco me deseja mais…

E não vê o quão sujo esta,

Olhando pros restos de um estupro concedido.

O resultado da burrice somado à ilusão.

Já chegou o fim da tarde de mais um dia de verão. Vê? Parece que passou tão depressa… Ainda que a manhã se arraste, quando chega o fim do dia parece que passou tão depressa…

Não, não foi isso, eu sei… Estava tentando me convencer disso, mas posso ouvir a sua voz rindo debochado da minha tentativa inútil de fazer o tempo passar mais calmamente. Faz tempo que não escuto sua voz, na verdade, mas em pensamento ela fala comigo nos momentos mais estranhos.

Você está rindo de mim agora, porque eu estou vendo o pôr-do-sol e tentando me convencer que o tempo passou depressa. Você é tão realista…

Sim, eu sei, o mês que passamos lá durou os mesmos trinta dias que cada um dos nove meses que passamos separados. E eu queria que o tempo passasse mais devagar apenas para não ver as lembranças se afastarem. Poderíamos ter tido um filho…Pensamento estranho…Impossível. Mas, entende que é muito tempo?

É, você é que vive me falando disso…Nem moramos tão longe, poderíamos ter nos reencontrado, eu sei! Mas seria insuportável o vazio. Preciso do pacote completo: as chuvas, o rio, o parque, você.

É que cada uma delas me parece muito triste sem as outras… Entende?

Eu não posso evitar a chuva, só posso evitar você.

Não, não posso evitar os filmes, os livros, a história…Eles me pegam de surpresa, e quando dou por mim, lá está a nostalgia sufocante. Sim, o Thames…

Estava pensando nele este final de tarde, antes da sua voz me interromper, pensando que a direção do pôr-do-sol não aponta o que eu sinto falta, mas pensando que eles viram o mesmo sol se pôr algumas horas hoje mais cedo.

Será que as águas de lá que deságuam no mar vem parar aqui?

Está chovendo.

Um nó na garganta.

Será que essas gotas já molharam a ti?

Oi, pessoal. Algum tempo que eu não posto… Aconteceram tantas coisas! A boa notícia é que estou meio curada de amor platônico (reparem que eu disse “meio”…), entrei numa fase de sentir saudades. De alguém em especial, um amigo que sumiu da minha vida… Queria que ele pudesse ler isso…

Porque as pessoas somem?

“suspiro”

Beijinhos a todos, comentários são bem vindos. Remember: Mi casa és su casa… ;)

Baile Desmascarado

Fingiremos mais uma vez, então, porque é isso que fazemos sempre. Você me olha daquele jeito que me magoa, vestido com sua máscara de indiferença, assim podemos fingir que nada aconteceu, que está tudo bem, que somos fortes e desprendidos, eternos amantes nômades.

Fingiremos mais uma vez, e outra, você desfilando com sua máscara de prepotência, eu por trás da minha de felicidade. Você vaga por aí, sem se prender a ninguém, e eu me prendo a um inocente, pra ver se consigo te enciumar. Tudo que eu queria era que você tirasse essa máscara para ver o que eu estou fazendo.

Fingiremos mais uma vez, assim como fingimos hoje mais cedo. Você sorri sempre de longe, e se afasta sempre que pode. O que é? Dói estar ao meu lado? É culpa ou amor? O que é? Me diz! O que é que você esconde sob essa máscara de falta de interesse? Prefiro pensar que é a culpa, pra não sofrer com minhas esperanças. Mas meu lado romântico quer que seja o mesmo que eu escondo sob a minha máscara: amor.

Fingiremos mais uma vez, uma última, até que não tenha mais ninguém por perto.

Então, estaremos só os dois, desmascarados, despidos, descuidados…A sós. E fingiremos que se assim for, nenhum fingimento sobrará.

“Porque sempre que escrevemos, temos alguém em mente…”

Hoje eu resolvi deixar pra lá esse orgulho todo… Sim, orgulho, não pode ser mais amor, pode? Depois de tanta decepção, o amor que eu sentia já se dissolveu, como a névoa exposta ao calor. É orgulho, então, o motivo, o porquê de te querer só pra mim não é nada além da necessidade de provar a mim mesma que sou boa a ponto de ser irresistível. Pfff… Besteira!

Você não me ama, e eu não deveria ter demorado esse tempo todo pra perceber… Acho que esquecer uma paixão demora menos do que por o orgulho de lado… Por isso estou assim há tanto tempo.

Sinto-me perdida.

Se não é mais você, devo procurar alguém?

Ou o certo é deixar rolar que só assim aparece a pessoa certa, sem procuras, sem avisos… ?

Mas, sei lá… É que eu preciso de alguém. Preciso tanto…

Enquanto não houver uma substituição é em você que eu vou pensar…

Entende o problema?

Não se larga um coração vazio…

E até lá… Estou acorrentada sem cadeados…

Tenho lido muitos blogs incríveis…O Pri-conceitos continua o número um do meu top-10…Mas vale a pena (muito mesmo) dar uma olhadinha nos favoritos ao lado ^^

Obrigada pelos comentários, votem sempre!

Culpa

O toque suave das pontas dos dedos, o arrepio que apenas o contato com o seu corpo me provoca. E fico tentando ler os teus pensamentos. Meu desejo mais profundo nesses momentos não é que você aprofunde os toques, mas que eu consiga penetrar nas suas lembranças.
Não é apenas a necessidade de saber se lembra de tudo o que eu lembro, nem a curiosidade para descobrir qual importância você dá a cada uma dessas memórias. É algo pior, sujo e inevitável: Ciúmes. Quero saber de todas as outras garotas, quero detalhes e comparações. E sei que é isso que mais anseio, só não sei bem o porquê.
Fico imaginando se é uma necessidade de tortura, ou será que desejo apenas me descobrir a única?
Odeio essa desilusão, mas odeio mais ainda ter ilusões. Sinto-me fraca e vulnerável, e culpo então o amor e sua conseqüência imediata: a cegueira.
Esqueço meus pensamentos pela necessidade do momento, perder-me em seus lábios. Um toque ainda mais devastador. Minha consciência já foi amarrada e amordaçada em algum lugar dentro de mim. Nada mais me incomoda, nada mais me ocorre que não sejam suas mãos no meu corpo, seus lábios me provando.
E, então, a plenitude de ser completamente sua, com você dentro de mim.
Mas, eventualmente, você vai embora.
E me deixa. Nua, sozinha, sem amor.
Cabeça no travesseiro, pesando muito, doendo. Minha consciência se liberta, acho que cortou as cordas com sua língua afiada. E, sem aviso, começa a falar.
Não sobrou mais nada. Apenas condenação e culpa.
Onde estarão seus pensamentos agora?

Redecorar

Prefiro correr de olhos fechados. É que há um certo desespero em te olhar de frente. Seus olhos sempre me dizem o que eu não quero ouvir, desse jeito sufocante.Quando foi que as palavras tornaram-se tão superficiais entre nós? Quando foi que elas perderam o sentido e passamos a usar frases, não porque precisávamos delas, mas por que precisávamos de suas entrelinhas.
Que mal maior reinou sobre nós? Que desamor?
Acabou! Eu sei, você sabe, mas ainda há um desespero por fingir. É que começar tudo de novo significa deixar o coração vazio por um tempo, os sonhos desabitados, os pensamentos sem protagonista.Há um certo desespero no meu reflexo em seu olhar, e eu lembrava apenas do brilho…Era tudo isso paixão? Quando acabou?Por que é tão difícil aceitar, seguir em frente, desabitar o coração móvel por móvel, levar as músicas, os cheiros, os lugares, tudo embora? Deixá-lo vazio, mudar a cor das paredes, tirar a poeira das janelas, e então (por que não?) começar tudo outra vez.
Uma cama, um sofá, fotografias, o cheiro de café fresco, acordes de um violão, o toque molhado do chuveiro… E então, quando é que vou precisar fazer tudo de novo?

“Distraído, abstraído, traído, ido…”

Foi-se embora, desprendeu-se, escorreu, escorregou…
Sei que foi pra sempre, mas não o digo muito alto.
É por medo de lhe despertar se estiver adormecido.
É por medo de num canto escuro ele estar escondido.

Mas sussurro pra minha calma: “Ele se foi”.
E me sinto diferente.
Nem feliz, nem triste,
Apenas leve.

 

*Do not tell*

Postagens Antigas »